A Era do Soul – Homenagem aos Mestres

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Conheça a História da Soul Music no Brasil através dos sucessos que marcaram época.

 

 

 

A Era do Soul revive a história da soul music, produzida no Brasil dos anos 70, um dos períodos mais ricos da Música Brasileira, que revelou nomes, como Tim Maia, Cassiano, Tony Tornado, Jorge Ben Jor e Wilson Simonal, através de canções originais e sucessos que marcaram época.

Apresentado por Paulo Otávio Supersoul & Banda, o espetáculo apresenta uma (re)leitura  inusitada, que engloba influências de jazz, samba, hip hop reggae e estabelece uma parceria única com as artes visuais.

Durante a performance, são projetadas, ilustrações criadas pelo premiado artista plástico Elihu Duayer, especialmente para A Era do Soul, acompanhadas de registros da época e depoimentos de nomes importantes da Música Brasileira, gravados em vídeo.

Ao todo são sete capítulos: “A Pré História”, Tim Maia – O Rei do Soul”, “Tim Maia & Cassiano”, “Jorge Ben – O Rei do Suingue”, “O Samba-rock”, “1977 – O Auge do Movimento” e “Olhos Coloridos – A História Por Trás da Canção”.

 

  • A Pré História:

Período que compreende o final dos anos 60, quando surgiram os primeiros traços da influência da black music americana, na MPB, com ascensão de nomes como: Wilson Simonal, Tony Tornado, Elza Soares, Banda Black Rio, Marku Ribas e Jair Rodrigues.

 

 

  • Tim Maia – O Rei do Soul:

Considerado o marco fundamental da Soul Music no Brasil, a chegada do Rei do Soul, ao mercado fonográfico, em 1971, colocou de vez o suingue americano na música brasileira e provocou uma revolução estética jamais vista na música, até então.

Vale lembrar que neste mesmo ano, estreava no Rio de Janeiro, o primeiro programa inteiramente dedicado a black music, apresentado pelos DJs, Ademir Lemos e o lendário, Big Boy, na Radio Mundial AM. Pioneiro dos bailes, com o Baile da Pesada, Big Boy, aproximou o público da black music com seu bordão,  “Hello! Crazy People”.

 

  • Tim Maia & Cassiano:

Para muitos a amizade entre Tim Maia e Cassiano foi umas das parcerias mais ricas, de todos os tempos, em nossa música, tendo produzido umas das canções mais fundamentais da MPB Soul, que foi o hit “Primavera, colocando de vez a nova sonoridade da black music brasileira nas paradas de sucesso.

 

 

  • Jorge Ben – O Rei do Suingue:

No início de sua carreira, Jorge Ben Jor, era visto por todos, como um sambista, mas ao longo dos tempos, incorporou a guitarra em sua música, apimentou seu som, com levadas e arranjos mais pesados que, muito lembravam, o balanço das big bands americanas dos anos 70.

Gravou inúmeras pérolas que influenciaram gerações de compositores, mundo a fora, com seu jeito peculiar de tocar e cantar, que encanta pela força e a ancestralidade atemporal presente em suas canções.

  • O Samba-rock:

O samba rock é um capítulo especial da História da Música Brasileira, nasceu da fusão do funk americano, com o rock e o samba.

Composição dos gaúchos, Bedeu e Leleco Telles, “Menina Carolina”, fez grande sucesso na voz de Bebeto e foi um dos primeiros samba rocks, a ser gravado. São nomes fundamentais para esta vertente os mestres Jorge Ben Jor e Luis Vagner Lopes, o Guitarreiro”.

Recentemente o samba rock foi reconhecido pelo Conpresp, como Patrimônio Cultural da Cidade de São Paulo.

 

 

  • 1977 – O Auge do Movimento:

Os anos de 1976 e 77 foram o auge do movimento no Brasil, quando em plena era da disco, a música dançante era a principal trilha sonora das rádios no país. Podemos destacar, “Na rua na chuva na fazenda”, do cantor e compositor, baiano, Hyldon, como um dos mais importantes discos de soul music lançados, em todos os tempos, trabalho que contou com os integrantes do Azimuth como banda base. Ficou imortalizado em nossa memória pela originalidade musical e por canções emblemáticas, como: “Na Sombra de Uma Árvore”, As Dores do Mundo e a faixa título, que teve inúmeras regravações por grandes artistas, como: Erasmo Carlos e Kid Abelha.

Podemos citar outros nomes que surgiram com relevância neste período, que foram os cantores: Carlos Dafé, Tony Bizarro, Lady Zu e Gerson King Combo, com a música Maria Fumaça, da Banda Black Rio, sendo trilha sonora da novela “Locomotivas, exibida pela Rede Globo em horário nobre.

 

 

  • “Olhos Coloridos – A História por trás da canção”.

Sucesso na voz de Sandra de Sá, Olhos Coloridos, nasceu de um episódio de violação dos direitos humanos, vivido pelo autor, Macau.

Primeiramente a canção foi escrita no Festival MPB 80, como Demônio Colorido, mais tarde, passou a ser, “Olhos Coloridos”, para se tornar um hino indispensável à todos os bailes e pistas de dança do país.

 

Assim como o Rei, Tim Maia, Paulo Otávio Supersoul, encontrou a soul music, nos Estados Unidos, trazendo na bagagem um padrão musical sofisticado e um som pulsante, capaz de fazer qualquer um dançar, que chama a atenção pela riqueza dos arranjos e pela sonoridade impecável.

Pioneiro nas estratégias via web, se destaca tanto por seu potencial como intérprete, quanto por sua contribuição autoral ao gênero musical em questão, com dois álbuns lançados, “Paulo Otávio Supersoul” (2008) e “Supersoul – Volume 2” (2016).

Descoberto nas pistas de dança, nos bailes dos subúrbios cariocas, remixado por DJs, no Brasil e no exterior, é um dos expoentes da nova geração do Soul Brasileiro.

Possui destacada atuação, como produtor musical e audiovisual, desenvolvendo projetos de caráter inclusivo, socioambiental e de preservação da memória da música brasileira, como: a Mostra Diversidade Brasil e o Festival Brasileiro de Música Intimista.  

Seu show passou por cidades, como: Rio de Janeiro, Lisboa, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília, com apresentações em unidades dos SESCs, no Rio e em São Paulo, com destaque para a estréia de “A Era do Soul, na Sala Adoniran, CCSP – Centro Cultural São Paulo.

Repertório: Samba-funk (Supersoul), Nem vem que não tem (Wilson Simonal), Podes crer amizade (Tony Tornado), Festa soul (Supersoul), Primavera (Cassiano), A Lua e eu (Cassiano), Zazueira (Jorge Ben), Menina Carolina (Bebeto), Vem dançar (Supersoul), Na rua na chuva na fazenda (Hyldon), Pra que vou recordar o que Chorei (Carlos Dafé), Imunização racional (Tim Maia), Sossego/ vou com gás (Tim Maia), Descobridor dos sete mares (Tim Maia), Na madrugada (Supersoul) & Olhos coloridos (Macau).

 

 

Acessibilidade:

O projeto  conta com tradução em Libras – Língua Brasileira dos Sinais, oferece gratuidade para pessoas com deficiência e abriga uma breve exposição acessível, com doze ilustrações de Elihu Duayer, descritas em braile, dispostas em espaço público, sob painéis tamanho A2.

 

  

https://play.spotify.com/album/0yc6cUL4cq2cdMDE7Higuy

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